Homenageado é professor, advogado, jurista e magistrado.

 

A mais recente edição da Agenda 150 Anos de Memória Histórica do Tribunal Bandeirante homenageou na tarde de ontem (23) o desembargador José Manoel de Arruda Alvim Netto. Magistrados, advogados, familiares e amigos lotaram o Salão do Júri do Palácio da Justiça para prestigiar o evento. O projeto, iniciado em 2014, segue até o sesquicentenário da Corte paulista, em 2024,  e celebra homens e mulheres exemplares na sua conduta pessoal e no comprometimento com a instituição.

Arruda Alvim agradeceu a todos os participantes pelo carinho demonstrado. “O fato de ter judiciado na Corte paulista se constituiu em significativo galardão de minha vida”, declarou ele. “Sem a Magistratura não seria aquilo que sou”, afirmou.

O presidente da Seção de Direito Público do TJSP e coordenador do projeto Agenda 150 Anos, desembargador Ricardo Henry Marques Dip, foi orador em nome do Tribunal. Dentre as muitas atividades exercidas pelo homenageado, Dip destacou o magistério. “Não há um só aqui que não tenha bebido do saber desse emérito jurista”, declarou. O orador brindou o público com histórias de quando era acadêmico de Direito e teve o homenageado como professor. Destacou a humildade em ouvir os alunos, mesmo já sendo um dos mais reconhecidos juristas do País. “Era um exemplo de honestidade intelectual para todos nós.”

Em nome da família, discursou Eduardo Pellegrini de Arruda Alvim, filho do homenageado. “Sempre escutei que os melhores anos de sua vida profissional foram exercidos no Tribunal de Justiça”, contou ele. “Homem de hábitos espartanos”, passa a maior parte do tempo em sua biblioteca de mais de 30 mil volumes.

O presidente do TJSP, desembargador Paulo Dimas de Bellis Mascaretti, destacou a personalidade exemplar de Alvim Arruda, que sempre demonstra a “rigidez de não transigir com a ética, com os valores republicanos e com a causa da Justiça”. “Todos aqui são, antes de mais nada, amigos e admiradores do desembargador José Manoel de Arruda Alvim Netto”, resumiu o presidente. E se dirigindo ao homenageado, pediu: “Ainda contamos com a sua inspiração e presença transformadora”. Para encerrar, Paulo Dimas reforçou a importância da Agenda 150 Anos, “uma reunião de pessoas que dizem ‘muito obrigado’ àqueles que com muito sacrifício e esforço percorreram trajetórias cobertas de glória”.

Também participaram da homenagem o ministro do Superior Tribunal de Justiça Marcelo Navarro Ribeiro Dantas; o vice-presidente do TJSP, desembargador Ademir de Carvalho Benedito; o corregedor-geral da Justiça do Estado de São Paulo, desembargador Manoel de Queiroz Pereira Calças; o presidente da Seção de Direito Privado do TJSP, desembargador Luiz Antonio de Godoy; o conselheiro do CNJ Henrique Ávila; o presidente da Câmara Municipal de São Paulo, vereador Milton Leite; o presidente do TRE-SP e do Colégio de Presidente dos Tribunais Regionais Eleitorais do Brasil, desembargador Mário Devienne Ferraz; o vice-presidente do TRF-3, desembargador federal Mairan Gonçalves Maia Júnior; o desembargador Antonio Carlos Mathias Coltro, ex-presidente do TRE-SP; os desembargadores Artur Marques da Silva Filho e Antonio José Silveira Paulilo, ex-presidentes da Seção de Direito Privado do TJSP; o desembargador federal Newton de Lucca, ex-presidente do TRF-3; o coordenador da Área de Direito Processual Civil da Escola Paulista da Magistratura, juiz substituto em 2º grau Gilson Delgado Miranda, representando o diretor; o presidente da Associação Paulista do Ministério Público, José Oswaldo Monteiro; a esposa do homenageado, Thereza Alvim; a filha Teresa Celina de Arruda Alvim; o genro Márcio Bellocchi; a nora Angélica Arruda Alvim; e os netos Rafael, Pedro, Henrique, João Pedro e José Manoel; magistrados, integrantes do MP, defensores públicos, advogados, militares, familiares e amigos do homenageado e servidores da Justiça.

 

        José Manoel de Arruda Alvim Netto – nascido em 2 de maio de 1936, é natural de São Paulo (SP). Tornou-se bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade Paulista de Direito da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, turma de 1960. Trabalhou como advogado, procurador da Fazenda e professor da PUC-SP antes de ingressar na Magistratura, em 1979, nomeado pelo critério do 5º Constitucional para o 1º Tribunal de Alçada Civil de São Paulo. Foi promovido ao posto de desembargador em 1981 e se aposentou em 1984.

 

Comunicação Social TJSP – GA (texto) / AC (fotos)